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Por João Pires

A chegada de um novo ano é marcada por um momento de reflexão e de fazer novos planos.

E, para a indústria, isso não seria diferente. Até porque, se em 2022 vimos a expansão da busca das empresas em investir em tecnologia, conectividade e equipamentos acessíveis que garantam os altos níveis de produção, em 2023, a tendência é que esse movimento se consolide ainda mais.

Além disso, outros itens que irão fazer parte desta lista também merecerão atenção.

Três pilares essenciais da gestão

De acordo com o relatório “Top Strategic Technology Trends 2023”, divulgado pela Gartner, para o próximo ano, as empresas devem ter intrínsecos em sua gestão três pilares essenciais: otimização, escalabilidade e pioneirismo, sendo todos eles aliados a ações em prol da sustentabilidade.

Entretanto, na prática, não podemos deixar de enfatizar os desafios que o segmento ainda enfrenta. Isso é, mediante os avanços que temos, ainda assim o setor encontra uma ampla disparidade em conciliar a transformação digital, impulsionada pela Indústria 4.0, nas ferramentas de trabalho em busca de maior agilidade e precisão dos indicativos de crescimento.

Outro desafio que ainda implica para o setor industrial é a sucessão de crises sanitárias e humanitárias – as quais não apenas consolidaram diversas mudanças em hábitos de consumo, como também obrigaram as organizações a trazerem novos insights quanto às suas condutas. Deste modo, é fundamental que as empresas estejam atentas para as próximas tendências e, sobretudo, levem em conta o cenário atual.

Principais tendências da indústria em 2023

Sendo assim, confira as principais:

ESG

O conceito por trás da sigla (Environmental, Social, and Governance), a ESG está cada vez mais evidente nas indústrias, principalmente acerca dos critérios de governança.

Essa é uma importante tendência, tendo em vista que as empresas têm mantido a preocupação em ter as práticas de ESG bem fundamentadas como critérios de definição se a marca é socialmente consciente, sustentável, e corretamente gerenciada.

Tais fatores são determinantes no momento de avaliação e fechamento de negócios, que levam em conta as experiências dos outros.

Metaverso

A imersão das indústrias no metaverso irão se intensificar ainda mais. Isso porque a tecnologia ajudará na obtenção de resultados, visando a experiência do cliente, sem que os testes de produtos e serviços gerem impactos nos conceitos estabelecidos pelo ESG.

Além disso, este universo digital permitirá identificar com maior precisão se o produto tem a capacidade de atender o consumidor ou não, o que elevará sua assertividade com o público-alvo.

Transformação digital acelerada

Após 10 anos da criação da Indústria 4.0, ainda estamos caminhando para a consolidação prática do conceito nas indústrias.

Deste modo, a transformação digital que engloba a aplicação de recursos como a realidade virtual e aumentada, a Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IOT) e o Blockchain, são serviços que irão crescer ainda mais na criação de protótipos.

Rede 5G

A rede 5G será o recurso que, de fato, irá ajudar a indústria atingir um novo patamar.

A quinta rede dará suporte para que todos esses princípios de conectividade sejam realizados de forma efetiva – ainda mais, considerando que a conexão ainda é o principal desafio de muitas empresas.

Supply Chain

A segurança na informação de toda cadeia produtiva com foco na redução de custos logísticos fará parte das tendências.

Ainda de acordo com a Gartner, 75% das maiores empresas do mundo farão, até 2026, o uso de robôs de inteligência interlogística – algo que, até então, só era utilizado no campo logístico, mas que passará a fazer parte do chão de fábrica.

Indústria 4.0

Se tratando do conceito Indústria 4.0, ainda temos um pilar para ganhar força no país, que é a orientação de todos os processos a serviço, conhecido como SOA.

Hoje, as empresas estão buscando trazer uma tríade de serviços, sendo Software as a Service (SaaS) integrado ao Infrastructure as a Service (IaaS) e a Platform as a Service (PaaS), uma vez que as companhias estão se conscientizando que é inviável investir em um provedor interno.

Não à toa, a consultoria americana prevê que, até 2027, mais de 50% das empresas do mundo utilizarão tais tecnologias para acelerar os negócios.

O grande desafio para aplicar tais tendências está, justamente, no desenvolvimento das soft skills das empresas, uma vez que grande parte ainda mantém um olhar voltado para ações técnicas quando, na verdade, deveriam redirecioná-lo para meios que ajudem a viabilizar a utilização desses recursos em prol de um desempenho ainda mais promissor.

Nesse aspecto, contar com o apoio de uma solução que apresente um novo modelo de negócio e que esteja alinhada com os princípios de cada tendência, principalmente no que condiz a Indústria 4.0, certamente será um grande diferencial.

Mas, para isso, é fundamental que as empresas deixem o quanto antes de lado a ideia de que tecnologia é um custo, quando, na verdade, representa um investimento. Afinal, para que o amanhã traga sucessos, é necessário começar a agir desde hoje.

João Pires é executivo de Vendas da SPS Group. Formado em Marketing e Gestão Comercial pela UMESP, possui mais de 15 anos de experiência em vendas complexas, apresentando soluções das mais avançadas tecnológicas para organizações de todos os setores da economia.

Sobre a SPS Group

A SPS é uma das cinco maiores consultorias do mercado SAP Business One no Brasil, atendendo empresas em todo território nacional e América Latina. A empresa dispõe de uma estrutura de atendimento consolidada e moderna, sustentando operações nos mais diversos segmentos do mercado.

Suas soluções garantem que a performance corporativa seja sempre elevada, atendendo a todos com a máxima eficiência e potencializando o resultado de centenas de clientes.

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