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A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022, aumento de 20,9% em relação ao mesmo período de 2021. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 2,6 bilhões, 34,4% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Os resultados foram positivos, tanto no âmbito operacional quanto no econômico-financeiro. “Com a superação da fase mais crítica da pandemia, o cenário hidrológico mais favorável e a consolidação de nosso negócio de Transmissão, mais uma vez apresentamos resultados expressivos e consistentes, seguindo firme em nossa trajetória de geração de valor”, diz Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia.

Investimento

O destaque no período foi o investimento de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre, 74% a mais que no mesmo período de 2021. Seguindo seu plano de investimentos focado na ampliação, modernização e reforço do sistema elétrico, a CPFL Energia investiu a maior parte deste valor, R$ 975 milhões, no segmento de distribuição, em obras que ampliam sua base de ativos para trazer mais qualidade e confiabilidade aos serviços prestados aos seus clientes.

A área de transmissão contou com investimentos de R$ 172 milhões, 344,7% acima do mesmo período do ano anterior. O salto deve-se aos gastos com melhorias e aperfeiçoamento da recém adquirida CPFL Transmissão. Na área de geração foram investidos R$ 62 milhões na construção da PCH Cherobim e nos planos de recuperação e manutenção de parques e usinas.

O grupo CPFL prevê investir R$ 21 bilhões no período de 2022 a 2026, dos quais R$ 17,6 bilhões serão para a distribuição. No mesmo período, o grupo deve investir em transmissão R$ 1,9 bilhão e R$ 1,2 bilhão em geração.

Posição de caixa

A empresa fechou o trimestre com posição de caixa de R$ 4,1 bilhões e alavancagem (dívida líquida/EBITDA de 2,03 vezes.

Dividendos – foi aprovada a distribuição de dividendos no valor de R$ 3,7 bilhões, equivalentes a R$ 3,24 por ação. O montante integra os dividendos totais de R$ 4,54 bilhões propostos pela Administração da Companhia, aprovados pela Assembleia Geral Ordinária em 29 de abril. O pagamento será realizado em parcelas, tendo a primeira já ocorrido em 11 de maio, no valor de R$ 1,1 bilhão, R$ 0,95 por ação. Os montantes de R$ 776 milhões (R$ 0,67/ação) e R$ 1,9 bilhão (R$ 1,62/ação) serão pagos até 30 de junho e 30 de dezembro, respectivamente, em datas a serem divulgadas oportunamente pela Companhia.

Atuação ESG – No âmbito das ações ESG o grupo CPFL começou a trabalhar fortemente para ampliar a diversidade e promover a inclusão em suas controladas. A Companhia elaborou um Plano de Diversidade apoiado em três pilares: Compromisso e Governança, Cultura Inclusiva e Representatividade. Uma das iniciativas foi a criação de turmas exclusivas para mulheres na Escola de Eletricistas. Em 2020, eram cinco mulheres no trabalho de campo; em 2021, o número chegou a 29. Para 2022, a empresa prevê seis novas turmas e mais de 100 mulheres formadas, aptas a fazer parte do seu quadro de eletricistas. A empresa ainda conta com uma lista de ações planejadas para esse ano, que buscam engajar seu público interno, por meio de treinamentos, rodas de conversa, eventos, revisão de processos, entre outros.

“Sabemos da responsabilidade de promover a diversidade em todas as esferas. Por isso, estamos iniciando essa jornada, buscamos resultados concretos que tornem nosso trabalho plural no que diz respeito a gênero, etnia, crenças e orientação sexual”, reforça Estrella.

CPFL nos Hospitais

A importância e o sucesso do programa CPFL nos Hospitais fizeram com que a companhia renovasse as ações, criando uma segunda fase. Instituições de saúde paulistas e gaúchas já estão recebendo projetos como parte do CPFL nos Hospitais 2.0. A previsão é de que sejam investidos mais de R$ 140 milhões até 2024 com a ampliação do escopo de atuação do programa. A partir de agora, a previsão é que os projetos também sejam executados, em maior número, em APAEs, Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) e postos e unidades de saúde de menor porte.

“Os projetos executados nesses espaços permitem uma redução muito significativa nas despesas com energia, fazendo com que os valores economizados possam ser destinados a outras necessidades internas”, diz Estrella.

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